TV Digital Portátil Tectoy TDP 200
Uma das mais badaladas virtudes da televisão digital terrestre (aquela que é transmitida pelas emissoras de canais abertos, e não necessariamente por satélite) é a mobilidade, a possibilidade de assistir aos seus programas favoritos (papo de vendedor, claro) em qualquer lugar.

Exageros à parte, e considerando que o sistema de televisão digital brasileiro ainda é único no mundo — o que me faz lembrar dos tempos de reserva de mercado de informática, na década de 80 — restam-nos os fabricantes nacionais para elaborarem aparelhos portáteis que supram a tal necessidade de ver tevê aonde quer que se esteja.
Um dos aparelhos da categoria mais comentados pela Internet é o TDP-200 da Tectoy. Embora o site do fabricante não tenha detalhes técnicos mais detalhados (como duração da bateria e resolução da tela), podemos especular que pelo seu baixo preço (R$ 399 segundo sugestão da própria TecToy) o televisor portátil não seja nenhuma maravilha mas que atenda bem sua proposta.
Uma curiosa função extra do Tectoy TDP 200 é a porta USB, que além de ser usada para recarregar a bateria dá acesso à memória interna do aparelho, que pode ser expandida com cartões de memória, de forma a poder ser utilizado como pendrive.
Sintonizador de TV Digital
Quem deseja assistir televisão com imagem e som de alta qualidade, mas não quer gastar dinheiro com assinatura de tevê paga e nem cair na ilegalidade das “boxes” que quebram o acesso condicional das operadoras, pode beneficiar-se da transmissão digital das emissoras convencionais.
Além da gratuidade, a transmissão digital das tevês abertas propicia um outro benefício: a mobilidade. Com os equipamentos adequados o expectador pode divertir-se praticamente aonde quer que esteja — basta que tenha cobertura digital no local. Atualmente telefones celulares, notebooks e navegadores (GPSs) são meios comuns para se verem os programas favoritos a qualquer dia e qualquer hora.

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Para ver televisão digital em casa é necessário que o televisor esteja preparado para esta tecnologia. Ele precisa ter um sintonizador integrado de canais digitais (o que se chama de DTV), ou então usar um sintonizador externo, chamado comumente de “conversor”.
De fato, não são aparelhos baratos, e embora possam ser adaptados a qualquer televisor não oferecerão uma experiência completa caso sejam usados nos aparelhos “antigos”, com tubo de imagem.
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Já que falamos de mobilidade, quem tem um notebook pode se beneficiar da transmissão de televisão digital graças aos adaptadores USB, que variam muito em termos de capacidade (muitos não sintonizam em tela cheia) e preço. E, infelizmente, somos obrigados a pagar o preço que o mercado quiser, porque ainda não existem sistemas de tevê digital compatíveis com o brasileiro. Ou seja, se você comprar um adaptador USB trazido do Exterior — e deve custar bem mais barato — corre o risco de ele não funcionar.
OK, foi só um eufemismo. Sintonizadores e conversores que não sejam feitos exclusivamente para operar com o padrão brasileiro de televisão digital, não funcionarão aqui. Nem rezando.
Rumores dizem que o Nagra 3 foi quebrado
Usuários de receptores FTA modificados para decodificar as transmissões dos canais pagos das operadoras por satélite sonham com o dia em que verão estampadas nos sites e fóruns especializados a notícia da quebra da criptografia do Nagra 3 sem a necessidade de cardsharing.

Sabendo disso, o que não faltam são vendedores inescrupulosos para engambelar compradores de boa fé (nem tão boa assim, já que querem ver gratuitamente um serviço que por natureza é pago), que até mesmo inventam notícias para “embasar” os seus negócios.
Entretanto, quebrar um sistema de criptografia não é tarefa simples, mas sim coisa para especialista. Para quebrar um sistema de criptografia há que se ter no mínimo dos mínimos a mesma qualificação que quem criou o sistema. E não se trata de apenas descobrir a chave criptográfica (essa é a parte fácil, funcionários menos éticos há em todas as operadoras de tevê), é necessário criar um programa capaz de aplicar esta chave aos dados recebidos do satélite e reconstruir o sinal de áudio e vídeo original.
Há rumores que dizem que na Alemanha um grupo de hackers (o mais correto seria dizer “crackers”) conseguiu modificar um receptor FTA comum (os AZs a que todos estão acostumados) para sintonizar canais codificados em Nagra 3 sem a necessidade de compartilhamento de cartões. Entretanto, todo mundo que fala sobre isso é incapaz de citar uma fonte, e todos dizem que a massa consumidora deste tipo de aparelho ainda não tem acesso à novidade porque os grupos “hackers” estariam negociando com os fabricantes de “boxes”.
O fato é que por enquanto é tudo mentira. Ninguém conseguiu abrir (ou quebrar) o Nagra 3, e é bem provável que isso demore um bom tempo a acontecer — se é que vai.
Vale a pena comprar um “box alternativo”?

Set top box dos mais populares no Brasil
À pergunta se vale a pena adquirir um azbox ou qualquer outro box alternativo podemos responder de duas maneiras: a maneira breve e a maneira mais elaborada.
De maneira curta, não vale a pena comprar azbox atualmente (não que algum dia tenha valido).
Sem entrar nas implicações éticas — que por si deveriam ser suficientes para que não houvesse esse tipo de comércio no mundo — podemos dizer que são muitas as complicações técnicas para se “quebrar” a transmissão codificada.
Com a atualização do sistema de criptografia (O que é Nagravision), os antigos boxes capazes de decodificar os sinais criptografados em Nagra 2 tornam-se meros sintonizadores de satélites abertos. Em contrapartida, os novos boxes capazes de sintonizar sinais codificados em Nagra 3 vão depender de esquemas mais complexos como o Cardsharing.
Se no caso da mera descriptografia do sinal que está na atmosfera é — de certa forma — questionável a ilegalidade dos boxes, no caso do compartilhamento de cartões é inegável a violação dos direitos da operadora. Embora as informações sejam desencontradas, há fortes indícios de que as operadoras têm condições de identificar quem são os servidores de cartões, e a partir daí seria relativamente simples uma investigação capaz de rastrear os endereços IPs dos clientes, ou seja, os usuários ilegítimos do cartão da operadora.
Por fim, para poder beneficiar-se do cardsharing é necessário, como já dissemos, que haja um servidor, alguém disposto a compartilhar o seu cartão legítimo. Essa pessoa, naturalmente, não vai investir em equipamentos, assinatura de operadora, conexão de Internet, para fazer “caridade”. Ou seja, ela vai cobrar uma mensalidade dos “associados”, que mesmo que seja inferior à mensalidade cobrada pela operadora de tevê por assinatura, vai ser um custo mensal fixo.
Em nossa opinião, vale mais a pena assinar um pacote de tevê por assinatura dentro das possibilidades financeiras de cada um do que investir em aparelhos de utilidade duvidosa, e pagar para uma pessoa que não vai ser nada melhor que um traficante (nesse caso, traficante de informação pura e simples).
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O Que é Cardsharing?
Simplificando muito,a maneira de as operadoras fornecerem o sinal de tevê apenas aos assinantes é entregar a eles um sintonizador com um smartcard codificado que recebe o sinal criptografado e o descriptografa; caso o assinante não tenha um smartcard válido, o sinal não poderá ser decodificado no sintonizador.
Com o objetivo de burlar esta limitação, os crackers criaram um dispositivo que emprega um smartcard válido (o servidor), e pela Internet divide com outros sintonizadores sem nenhum smartcard a informação que permite a decodificação do sinal (ver esquema abaixo).
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Salientamos que este expediente é ilegal, tanto quem rode um servidor quanto quem tenha clientes de cardsharing está incorrendo em crime, e poderá ter problemas por conta disto. Em hipótese alguma encorajamos ou mesmo sugerimos que o leitor cogite esta “solução”.