Justiça proíbe Lexuzbox, AXBox e AZAmérica no Brasil

A Justiça proibiu, parece que agora definitivamente, o ingresso de aparelhos destinados a desbloquear sinais de tevê fechada no Brasil. Além dos próprios aparelhos e sua comercialização, está proibida também a propaganda de qualquer um deles.

Sem entrar no mérito de quem tem razão ou não — e concordamos que o preço do pacote básico de programação é extremamente caro, e deveria contemplar todos os canais por este preço — a preocupação agora, principalmente de quem ainda não tem o seu “deco” alternativo, é saber como comprar e vender este tipo de mercadoria.


Códigos e gírias

Não é de hoje que se usam códigos para falar livremente na Internet sobre assuntos “proibidos”. Dizem que até mesmo o engraçado “dorgas” (em vez de drogas) surgiu como meio de burlar a moderação de um certo fórum em que postagens com a palavra literal eram suprimidos (carecemos de fontes que constatem a veracidade desta lenda).

No meio da “televisão alternativa” também há algumas gírias bastante óbvias, que tendem a despistar os cães de guarda das operadoras, entre elas:

  • Ferrari 90: F90, um modelo de Lexuzbox
  • Céu: a operadora Sky
  • Bet, Beth, Bete, Tia Bete, Tia, ou outras variações: a operadora Net
  • Flores: os canais do sistema de tevê
  • Jardim Florido: um “deco” alternativo pegando todos os canais
  • Flores murchas: canais que o “deco” não consegue abrir

O que acontecerá com o mercado

Provavelmente, as coisas não mudarão muito: de vez em quando uma prisão ou outra para “dar exemplo”, raiva, ranger de dentes e choro no início, e em seguida compradores e vendedores acharão um outro meio de anunciar suas pretensões comerciais, e continuar fazendo dinheiro em cima da estupidez das gigantes e engessadas operadoras de tevê fechada.

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Fonte: Portal Exame

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