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Justiça proíbe Lexuzbox, AXBox e AZAmérica no Brasil
A Justiça proibiu, parece que agora definitivamente, o ingresso de aparelhos destinados a desbloquear sinais de tevê fechada no Brasil. Além dos próprios aparelhos e sua comercialização, está proibida também a propaganda de qualquer um deles.
Sem entrar no mérito de quem tem razão ou não — e concordamos que o preço do pacote básico de programação é extremamente caro, e deveria contemplar todos os canais por este preço — a preocupação agora, principalmente de quem ainda não tem o seu “deco” alternativo, é saber como comprar e vender este tipo de mercadoria.
Nagravision vence batalha judicial contra a Azbox no Chile

A Nagravision, proprietária dos sistema de criptografia usados pelas operadoras de televisão por assinatura (os famosos “NAGRA2″, “NAGRA3″), conseguiu uma importante vitória jurídica no Chile, que implica a proibição da venda, naquele país, dos receptores FTA que todo mundo sabe que pode ser modificado para decodificar os sinais de canais transmitidos via satélite.
Embora no Brasil a migração das operadoras para o NAGRA 3 (que exigem artifícios como “key sharing” para poder “abrir” os canais codificados) seja maciça, no restante da América Latina, notadamente nos países de Língua Espanhola, ainda há muitas operadoras transmitindo em NAGRA 2, o que resulta em uma imensa procura por aparelhos capazes de, mediante pequena modificação em seu firmware, receber além dos canais FTA os codificados.
O site oficial da Azbox no Chile (www.azbox.cl) lamentou oficialmente a proibição, como se realmente estivessem falando de receptores FTA. Hipocrisia pura.
Mais informações: http://www.ftachile.com/foro/showthread.php?23245-Es-verdad-lo-del-nagra-3
Net inicia migração para Nagra 3 e causa apagão nos “decos” alternativos
Usuários de “decos” (gíria para decodificadores alternativos) de tevê a cabo no Brasil inteiro estão experimentando, desde o início do Carnaval, um grande “apagão”. Mas nem tudo está perdido para os usuários destes sistemas, pois haverá atuailzações.
Primeiro foram os canais de alta definição (HD) que se tornaram ilegíveis para os aparelhos como o Lexuzbox F90 HD, nas cidades onde isso ainda não havia acontecido. É a chegada do Nagra 3. Ontem, por volta das 19h, os canais SD que sofreram o assim chamado apagão. Em algumas localidades usuários reportam que apenas os canais abertos estão ainda funcionando, noutras nem isso.
Entretanto, os canais SDs ainda não estão sendo codificados em N3 (Nagra 3). Os fabricantes de alguns modelos de “decos” já conseguiram quebrar a nova chave criptográfica usada pela Net, e já disponibilizaram o download da atualização para o apagão do dia 10 de março de 2011. Em fóruns e sites específicos sobre o assunto é possível encontrar já estes arquivos.
Quando o Nagra 3 for totalmente implantado, só restará a possibilidade de “card sharing” para estes usuários, devido às características do N3.
Em N2 a chave de criptografia é fixa, a operadora troca de tempos em tempos (normalmente várias semanas). Já no caso do N3 uma nova chave é gerada a cada 20s e apenas decodificadores oficiais, munidos do cartão de acesso adequado, conseguem enviar a contrachave nesse intervalo, garantido que o fluxo de programação não seja interrompido.
Se uma chave de N2 precisa de aproximadamente 24h para ser quebrada, como fazer com que uma nova chave seja entregue a cada usuário de “deco” alternativo, na razão de três por minuto? Com os recursos computacionais existentes atualmente, impossível.
TV por assinatura a 30 Reais mensais, com direito a ver o sol nascer quadrado

Cena do filme Carandiru
Normalmente, quem pratica “cardsharing” — seja usando, seja fornecendo sinal pirateado das operadoras estabelecidas — se considera intocável, incógnito e pensa que vai ficar eternamente impune. Não raro estas pessoas debocham de quem escolhe pagar pela assinatura de sua tevê fechada, quase sempre partindo para agressões verbais.
Entretanto, talvez nem seja a primeira prisão de que se tenha notícia de um brasileiro que traficava sinal de tevê paga, mas o fato recente que se deu em Santa Catarina deve servir de alerta de que não tardará muito para que os usuários deste tipo de golpe também comecem a ser caçados. Ou melhor, comecem a ser presos, pois caçados é certo que já estão sendo faz tempo.
Infelizmente, no momento da redação deste texto o site da fonte da notícia estava offline, aparentemente sobrecarregado. Por esta razão indicamos esta pesquisa do Google (pelo nome do preso) para quem deseje mais informações.
Entretanto, para fechar esta nota rápida, podemos dizer que em tempos de televisão por satélite custando menos de R$ 60,00 mensais, pagar a metade disso para um traficante, além de todo o custo de aquisição e instalação do equipamento, é sinal de burrice, não importando o que digam os prepotentes que ainda não foram pegos e por isto acham que têm a crista vistosa.
TV Digital Portátil Tectoy TDP 200
Uma das mais badaladas virtudes da televisão digital terrestre (aquela que é transmitida pelas emissoras de canais abertos, e não necessariamente por satélite) é a mobilidade, a possibilidade de assistir aos seus programas favoritos (papo de vendedor, claro) em qualquer lugar.

Exageros à parte, e considerando que o sistema de televisão digital brasileiro ainda é único no mundo — o que me faz lembrar dos tempos de reserva de mercado de informática, na década de 80 — restam-nos os fabricantes nacionais para elaborarem aparelhos portáteis que supram a tal necessidade de ver tevê aonde quer que se esteja.
Um dos aparelhos da categoria mais comentados pela Internet é o TDP-200 da Tectoy. Embora o site do fabricante não tenha detalhes técnicos mais detalhados (como duração da bateria e resolução da tela), podemos especular que pelo seu baixo preço (R$ 399 segundo sugestão da própria TecToy) o televisor portátil não seja nenhuma maravilha mas que atenda bem sua proposta.
Uma curiosa função extra do Tectoy TDP 200 é a porta USB, que além de ser usada para recarregar a bateria dá acesso à memória interna do aparelho, que pode ser expandida com cartões de memória, de forma a poder ser utilizado como pendrive.